DROGAS? NÃO!

Quem compra drogas financia a violência



Madrugada no morro. Um grupo de policiais ataca de surpresa uma boca de fumo e mata dois traficantes. O Capitão Nascimento pega um dos consumidores pelos cabelos e o obriga a pôr o rosto nos buracos de bala no peito do bandido morto. O rapaz, apavorado, diz que é estudante, na tentativa de se defender.

– Quem matou ele? – pergunta o capitão, aos berros.
– Não sei – responde o rapaz.
– Não sabe? Quem matou ele?
– Vocês, foram vocês!
– Nós? Quem matou ele foi você! A gente vem aqui limpar a m* que você faz!

Não é à toa que essa cena, do filme Tropa de Elite, é uma das que mais chocam os espectadores. Ela toca numa questão crucial do tráfico: a taxa de responsabilidade dos consumidores. Uma pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas aponta o dedo para uma parcela da elite. Maconha e cocaína no Brasil são bens de luxo, para a população com maior poder aquisitivo. De acordo com o levantamento, o consumidor-padrão de drogas no Brasil é homem, tem entre 20 e 29 anos, é da classe média alta e mora com os pais. Gasta, em média, R$ 45 por semana com drogas. “Estatisticamente, a visão de Tropa de Elite é correta: quem financia o tráfico é a classe média”, diz o economista Marcelo Neri, coordenador da pesquisa.

Embora ilegal, o tráfico de drogas não infringe outro tipo de lei – a do mercado. Se não houvesse comprador, não haveria venda.

A Suécia levou para a cadeia vendedores e consumidores, e hoje o número de drogados do país é um terço menor que no restante da Europa.

No Brasil, a defendida liberação das drogas por usuários e por uma corrente de especialistas, exigiria um investimento em saúde pública que o país é incapaz de fazer.

Sim, quem compra drogas financia a violência.

Fonte: Nelito Fernandes/Rafael Pereira/e Martha Mendonça da revista Época
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