DROGAS? NÃO!

Quem compra drogas financia a violência



A cada dia que passa vemos mães, pais, famílias sofrendo desesperadamente por causa das consequências, sempre negativas, das drogas. Precisamos nos conscientizar urgentemente e, cada vez mais, que as consequências não são maléficas apenas para o usuário de drogas e sua família, mas para toda a sociedade.

Em relação ao uso de drogas, jamais podemos cometer o erro de achar que pequenas doses são inofensivas ao nosso organismo. Pois à medida que o uso vai se prolongando, o organismo do usuário tenta se ajustar a esse hábito. Cria-se, assim, uma tolerância ao tóxico.

Desse modo, uma dose que normalmente já faz um estrago enorme, torna-se em pouco tempo insuficiente. O usuário procura a mesma sensação das doses anteriores e não encontra. Por isso, acaba aumentando a dose. Fazendo isso, a tolerância cresce e torna-se necessária uma quantidade ainda maior para obter o mesmo efeito. A dependência vai assim se agravando continuamente.

Fugir do cotidiano, viajar a outros mundos e realizar outros tipos de experiências, contanto que não sejam reais e autênticas - essa é a proposta das drogas de toda espécie que o tráfico insidiosamente crescente traz para dentro das casas e das famílias, dos colégios e instituições educacionais, dos bares e lugares de lazer onde a juventude se deixa envolver e embarca, infelizmente, numa viagem perigosa e muitas vezes sem volta.

A atenção dos pais e de toda a sociedade deve estar voltada para a prevenção. A educação, a presença dos pais, o diálogo aberto são as melhores maneiras de evitarmos que os jovens venham a se envolver com o consumo de drogas. Dizer não à droga é tornar-se livre, independente. Dizer não à droga é dizer ao próprio corpo e ao próprio desejo: você não manda em mim. Eu é que mando em você.

Em geral as drogas criam uma “dependência psíquica” e, o que é pior, criam também uma dependência física, ou seja, a sua falta acarreta uma síndrome de abstinência tão violenta com sintomas físicos tão dolorosos, que o dependente quimico procura desesperadamente pela droga a fim de aliviar a ânsia de consumo.

A bandeira levantada pela luta antidrogas tem provocado polêmica, porque faz referência direta e indireta à violência que cerca o mundo das drogas. Antes, as campanhas de prevenção propunham dizer não às drogas, apresentando apenas uma visão individualista de sua ação maléfica: os prejuízos físicos e mentais do uso. Agora o conceito mudou: a mensagem apela para a responsabilidade social, tendo como lema: “O tráfico é dependente de você”. “Quem compra drogas financia a violência”.

Não há como nos enganarmos: nada do que fazemos começa e acaba apenas em nós mesmos. Atinge, ao contrário, toda a coletividade. Hoje, dizendo não às drogas, estamos não só beneficiando a própria saúde. Estamos igualmente contribuindo para construir um mundo de paz, sem o pesadelo da violência.

Fonte: Pe. Dirceu Balestrin
Drogas? NÃO! - OpenBrasil.org

Postagens mais visitadas

Imagem

O Crack mata